Viagens Literárias

Recursos Educativos Digitais com o Google Earth

Viagens literárias. O que são?

O objetivo deste projeto é reunir uma série de recursos inicialmente pensados para as aulas de Língua Portuguesa do Ensino Básico e Secundário mas…. não só! Esses recursos são realizados com a ferramenta Google Earth e são inspirados pelo projecto  Google Lit Trips de Jerome Burg.

Por favor, deixe o seu comentário e/ou sugestão, clicando no número de Comentários no topo à esquerda em cada post. Muito obrigada!

Notas:

- Se decidir realizar a sua própria viagem literária, envie-nos o seu ficheiro kmz que teremos todo o gosto em divulgar (contacto: teresapombopereira@gmail.com) Se puder, acompanhe-o de uma pequena ficha descritiva dos objetivos de aprendizagem e do público a que destina. Muito obrigado!

- A imagem-logo que, inicialmente, foi o rosto deste blogue é uma recriação minha do Mapa dos “Descobrimentos Marítimos e Explorações dos Portugueses” da responsabilidade do Museu da Marinha. Ver aqui. Imagem do cabeçalho actual disponível aqui.

Teresa Pombo (texto editado a 3 de Maio de 2011 e a 18 de Fevereiro de 2012)

“Google Earth na sala de aula” – livro e página Facebook

Trago-vos hoje um recurso que vale a pena conhecer e que, uma vez mais, mostra o extraordinário potencial desta ferramenta em sala de aula:
Conheça também no Facebook: https://facebook.com/GoogleEarthNaSalaDeAulas

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Do Google Earth ao Google Maps e daí às Google Fusion Tables: contributos para a inovação em Educação e Investigação em Educação.

A frase que escolhi para título do artigo de hoje traduz e muito um dos objetivos do projeto Viagens Literárias.

Assim, é com enorme alegria que comunico (e partilho) a publicação de um artigo em que sou co-autora e em que introduzi o conceito de georreferenciação em investigação que já tinha apresentado numa Conferência da Universidade Aberta. Provavelmente, em português, um dos primeiros contributos para a exploração desta tecnologia aplicada às Ciências sociais. Boas leituras.

Marques, J., Silva, B. e Pombo, T. (2013). Investigação sobre Quadros Interativos Multimédia em Portugal e Espanha: contributos para a sua sistematização georreferenciada. Atas do XII Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia. Braga: Universidade do Minho, 2013. ISBN: 978-989-8525-22-2 pp. 6980-6999. Disponível em http://webs.ie.uminho.pt/xiigp/# Consultado a 10 de dezembro de 2013.

artigo

Resumo:

A utilização das tecnologias educativas em educação foi marcada, ao longo dados últimos anos, por diversos programas que envolveram não apenas a introdução de materiais nas escolas mas também formação de docentes para uma correta utilização pedagógica e metodológica dos mesmos.Os quadros interativos multimédia foram alguns dos equipamentos mais recentemente introduzidos, com especial destaque nos anos de execução do Plano Tecnológico da Educação(PTE). Essa introdução, a par da  formação que a acompanhou, permitiu tornar possível a utilização deste equipamento que se tornou presente num grande número de escolas e de salas.
A presença dos quadros interativos multimédia, a forma como foram introduzidos, a formação realizada para a sua utilização, as metodologias com que têm sido utilizados e o impacto que produzem foram alvo de vários estudos académicos e comunicações em congressos. Procurámos analisar esses estudos, de entre os realizados em Portugal e  Espanha, procurando estudar as suas conclusões mas também o seu alcance e locais de realização. Da nossa análise faz parte a localização das Universidades onde se sediaram os estudos, bem como da escola ou escolas que o estudo abrange e a dimensão e conclusões do mesmo. Neste trabalho, pretendemos oferecer um retrato dos trabalhos de  investigação que analisámos realizando a sua georreferenciação de modo a poder analisar tendências de estudo e a permitir a instituições e investigadores um conhecimento do trabalho já realizado, bem como de uma ferramenta específica que, no contexto das Ciências da Educação, pode auxiliar os investigadores no tratamento e apresentação deste tipo de dados.

É oficial!

Depois de um processo que demorou quase dois anos e meio, a Fundação Google Lit Trips (à qual eu e o projeto “Viagens Literárias” se associam) foi reconhecida nos Estados Unidos como uma organização não lucrativa 501c3. É uma honra integrar esta iniciativa!glt

No que respeita ao Viagens literárias, nada mudará, pelo menos para já, continuando a proporcionar em acesso aberto os seus recursos e a disponibilidade para formação em ambiente formal ou informal, de acordo com as minhas possibilidades.

Teresa Pombo, 8 de dezembro de 2013

Teresa Pombo, sobre o “Viagens literárias”, UAB TV, 22 de Junho 2013  (aos 11’37”) - a disponibilizar brevemente 
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Jerome Burg sobre o Google Lit Trips:

“Nos passos de Magalhães”, de Gonçalo Cadilhe: um roteiro de leitura pela mão de alunos do 10.º ano

Apresento-vos hoje – finalmente! – o trabalho realizado pelos alunos das turmas 10.ºA, B e C, da Escola Secundária D. João II, em Setúbal, entre os meses de Janeiro e Junho deste ano.

“Nos passos de Magalhães”, um excelente roteiro de leitura, mas sobretudo um trabalho muitíssimo bem preparado pela Professora Ana Sancho, com o apoio da Professora Bibliotecária, Fernanda Ledesma.

Convido todos os professores a visitarem a wiki disponível em http://nospassosdemagalhaes.pbworks.com/w/page/63491079/FrontPage.

A todos, professores, alunos, curiosos, convido a descarregarem o ficheiro Google Earth e a fazerem esta viagem. Sei que, tal como eu, ficarão com imensa vontade de ler esta obra de Gonçalo Cadilhe. É esse, precisamente, o objetivo: ler e dar a ler.

Agradeço a todos a forma esplêndida como aceitaram «este desafio do projeto “Viagens Literárias”!

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[clique para descarregar o ficheiro]

 

 

 

Recursos Educativos digitais, georreferenciação e a tecnologia Google Fusion Tables

Com a preciosa ajuda do colega José Gonçalves, autor do sítio Eu Física, publicamos hoje um recurso produzido por alunos no âmbito da disciplina de Ciências Fisco-Químicas e que, para a georreferenciação dos locais onde mais se sente Poluição Luminosa na área da Escola, utilizaram a tecnologia Google Fusion Tables.

Teremos, em breve, oportunidade de vos apresentar melhor esta tecnologia mas, para já, fica a certeza de que é uma acessível ferramenta de registo de dados científicos permitindo a geo-codificação desses dados de forma automática.

Aqui fica o resultado: http://goo.gl/Jk9v9f Para aceder ao mapa, basta clicar no respetivo separador da tabela.

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Estudo do Meio, 1.º ciclo, 4.º ano – viagens e aprendizagens com o Google Earth

[Clique na imagem para aceder ao conjunto de recursos no Repositório «Viagens literárias, mas não só»]

[Clique na imagem para aceder ao conjunto de recursos no Repositório «Viagens literárias, mas não só»]

Apresentamos hoje não um recurso mas um excelente conjunto de recursos elaborados com o Google Earth para o tratamento de diversos temas de Estudo do Meio no 4.º ano do 1.º ciclo. Os recursos são da autoria do Dr. Joaquim Costa Pinto e estão acompanhados dos respetivos guiões pedagógicos em uso no Projeto “Viagens literárias”.

Este trabalho do Dr. Joaquim Costa Pinto foi acompanhado pelo desenvolvimento de uma Tese de Mestrado em eLearning, realizada na Universidade Aberta sob orientação da Professora Doutora Branca Miranda. A Tese tem como título »Criação de narrativas digitais com o Google Earth: estudo dum caso com crianças do ensino básico.» e transcrevemos o seu Resumo:

«O estudo descrito nesta dissertação, visto de uma forma pragmática pretendeu avaliar se a utilização de “mashups”, enriquecidos com narrativas digitais, imagem e texto, incorporados num recurso educativo digital criado na ferramenta web 2.0 Google Earth, em contexto educativo, numa aprendizagem de conteúdos da área curricular disciplinar de Estudo do Meio, traria alguma mudança na proficiência nas aprendizagens de alunos do ensino básico 1.ºCiclo, como também, obter opiniões sobre a relevância da ferramenta Google Earth para fins educativos.

Para estes fins, utilizou-se uma metodologia de investigação baseada no “desenho”, mais propriamente o DBR (Design-Based Research), realizando-se um estudo de caso com características naturalistas, envolvendo a orientadora de investigação, o investigador, os professores e os alunos de duas turmas do 4.ºano do 1.ºCiclo do Ensino Básico.

Para dar resposta à questão principal do estudo, foi proposta a ambas as turmas a aquisição dos mesmos conteúdos de Estudo do Meio, mas utilizando metodologias de ensino distintas. Tendo uma turma adquirido conhecimento através do uso do recurso educativo digital criado no GE (Google Earth) e a outra, adquirido o mesmo, sem qualquer recurso da mesma índole, tentou-se saber as influências da utilização do recurso criado no GE na aprendizagem dos alunos, como a opinião destes sobre o mesmo.

Neste estudo, foram recolhidos dados relevantes tanto através de Testes Diagnósticos e de Aprendizagem, como através de entrevistas aos alunos, que permitiram reconhecer que existem mudanças na proficiência na aprendizagem dos alunos após o uso da ferramenta GE. Também se constatou que se trata de uma ferramenta cheia de potencial para a aprendizagem, pois a sua utilização não só despertou a motivação e interesse dos alunos deste estudo, como também possuí todas as valências de um REA (Recurso Educativo Aberto), tais como o seu uso, a sua adaptação, a reutilização e a partilha pela comunidade educativa.»

Os nossos parabéns ao Dr. Joaquim Costa Pinto e um muito obrigada por aceder a partilhar o seu trabalho neste espaço.

Este é um dos primeiros recursos a partilhar através da Google Drive, mais um passo para integração de ferramentas. A disponibilização desta forma dispensa a escola e o docente da utilização de um servidor próprio (até um determinado limite de espaço, é certo) com a mais valia de poder realizar uma organização simples e eficaz da informação e dos recursos e, ainda, a possibilidade de realizar a pré-visualização em Google Maps, antes de descarregar o recurso em Google Earth.

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Atualização (8 de agosto de 2013) : Tese disponível no repositório aberto da UAB.

Lendas no Pré-Escolar e 1º ciclo – um recurso Google Earth em construção

A proposta é simples e começou por aproveitar as funcionalidades do Google Maps. Continuará por lá mas, entretanto, também fizemos um ficheiro .kmz.

Já temos uma lenda do Brasil, outra de Madeira e uma de Viana do Castelo. E que tal juntar-se a nós?

Clique na imagem para aceder ao Recurso realizado com o Google Earth e integrando slideshows realizados com as Snacktools.

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3 aspetos fundamentais do trabalho com os Recursos Google Earth

infoPublico recursos educativos digitais realizados com o Google Earth desde 2008. Cinco anos já. Ainda não fiz as contas mas muito provavelmente, o número de recursos produzidos que não saiu diretamente das minhas mãos já ultrapassa os que eu própria fiz como professora. Na verdade, o meu papel tem sido muito o de dinamizadora da criação e utilização destes recursos e, ultimamente, do envolvimento dos alunos nessas tarefas. Considero como muito bons todos os recursos aqui partilhados. Como qualquer trabalho criativo, podemos pensar sempre que poderiam melhorar, num ou noutro aspeto. Na verdade, todos eles servem objetivos educativos muito definidos e não tenho dúvidas de que são recursos motivadores.

Na divulgação e, sobretudo, para a re-utilização destes recursos há, no entanto 3 aspetos que continuam a revelar-se fundamentais. Passo a descrevê-los de forma sucinta:

- o Guião pedagógico: todos os recursos devem ser acompanhados de um guião pedagógico (exemplo 1, exemplo 2).  Este guião pode, inclusive, estar disponível a partir de uma hiperligação incorporada no próprio ficheiro .kml ou .kmz (Google Earth) ou ser apresentado em separado. Uma página A4 basta para explicar em que contexto foi o recurso produzido, quais os seus objetivos e quais as sugestões de tarefas. É, com toda a certeza, um excelente ponto de partida para o professor que deseje utilizar um recurso com os seus alunos.

- o Marcador de Informação: com frequência abro um ficheiro .kmz cujo objetivo conheço superficialmente e inicio a lista de marcadores. Sinto sempre a falta de um marcador inicial, de informação geral, que contextualize o recurso e o explique minimamente. O primeiro recurso aqui publicado (sobre “Os Lusíadas”) tinha essa informação. Considero-o também muito importante por um motivo: para registar a autoria do recurso, o nome dos Professores e alunos envolvidos, oano, ciclo, área disciplinar, data, etc.

- a Referência às fontes documentais utilizadas: em breve será publicada uma versão melhorada do recursos sobre «Os Lusíadas». Sê-lo-á para marcar o 5.º aniversário do projeto mas sobretudo para procurar marcar a diferença: eis um recurso que se destinava apenas a consumo internos, aos meus alunos de 9.º ano e eis outro, com as fontes documentais devidamente registadas. A maior parte dos recursos aqui disponibilizadas já evidencia essa preocupação e é algo que não podemos mesmo esquecer. A imagem é colocada a partir do url original, certo; mas a forma como é apresentada tem de deixar clara a sua fonte. Escrever em letras mais pequenas «Imagem disponível em [url]» não custa mesmo nada e educamos os nossos alunos a respeitar a autoria.

[imagem disponível em http://fazerporsalvaterra.blogspot.pt/2013/02/informacao-populacao.html]

“A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho” de Mário de Carvalho

Comprovando uma das melhores facetas deste projeto que é o retorno que temos de professores e alunos, publica-se hoje um recurso realizado em colaboração com uma docente de Língua Portuguesa e dois dos seus alunos do 8º ano.

Deste roteiro fazem parte não apenas 12 citações geo-referenciadas como 4 outros recursos: o guião pedagógico que apoia a sua utilização, duas apresentações e uma ficha de leitura disponíveis na Internet.

Boa leitura e bom trabalho!

Clique na imagem para aceder:

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“O Primo Basílio” de Eça de Queirós

Concebido para ser apresentado no II Seminario Literatura y pecado que decorreu no Museu ES Baluard em Palma de Maiorca entre os dias 8 e 10 de janeiro de 2013, numa iniciativa do Departamento de Filologia da Universidade das Ilhas Baleares, este roteiro de leitura percorre de forma exaustiva os locais que Eça refere nesta sua obra oferecendo aos leituras uma belíssima perspetiva da cidade de Lisboa e, sem dúvida, motivando para a leitura. Veja o vídeo com uma rápida exploração do recurso e aceda ao roteiro, clicando no respetivo ícone.

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